Subvariante BQ.1: Sesau recomenda volta de uso de máscara e conclusão de esquema vacinal

Medidas simples de prevenção, como o uso de máscara e álcool em gel, podem conter a disseminação do vírus da Covid-19 e suas variantes. Imagem: Carla Cleto / Ascom Sesau

Orientações foram adotadas durante reunião do Grupo Técnico da Sala de Situação da Covid-19, ocorrida nesta quarta-feira (16)

O Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), recomenda o retorno do uso de máscaras em locais fechados e a necessidade da conclusão do esquema vacinal contra a Covid-19. A orientação visa evitar a expansão da subvariante BQ.1 do coronavírus, uma vez que o Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso da doença no Estado. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (16), durante reunião do Grupo Técnico da Sala de Situação da Covid-19, na sede da Sesau, em Jaraguá.

O chefe do Gabinete de Combate à Covid-19 da Sesau, infectologista Renee Oliveira, ressalta a importância da prevenção e diz que a população não deve criar pânico. “Ainda não podemos dizer que estamos vivendo uma terceira onda da doença, mas é fato que a subvariante BQ.1 existe e precisamos fazer este alerta para evitarmos aumento de casos. As medidas preventivas, que são simples, estão disponibilizadas, bem como a vacina. É necessário manter o isolamento dos casos positivos ou sintomáticos, além de serem evitadas aglomerações e a intensificação da higienização das mãos, seja com água e sabão ou com álcool em gel a 70%. Então, cabe a cada cidadão se conscientizar e fazer a sua parte, porque todos nós somos os mais interessados no zelo com nossas vidas”, ressaltou.

A secretária executiva de Ações de Saúde, Geonice Peixoto, garantiu que o fluxo de atendimento estabelecido pela rede assistencial está assegurado. “Nossos leitos hospitalares exclusivos para a Covid-19 estão equipados e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) continuam aptas para receber o alagoano, realizando o primeiro atendimento. É recomendável que a população retorne o uso das máscaras, principalmente em ambientes fechados, e completem o esquema vacinal

As medidas foram sugeridas pelos infectologistas e técnicos da Superintendência de Vigilância em Saúde (Suvisa), da Central Estadual de Regulação de Leitos, do Programa Nacional de Imunização em Alagoas (PNI/AL) e pelos gestores da Rede Assistencial, formada por hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Os especialistas analisaram a sazonalidade do novo coronavírus, a cobertura vacinal dos 102 municípios alagoanos e o Panorama da Covid-19 em Alagoas, que aponta para uma tendência de aumento dos casos, o que deve se intensificar neste fim de ano, diante das festividades da Copa do Mundo e confraternizações de Natal e Réveillon.

Durante o encontro também foram analisados os dados dos boletins epidemiológicos das últimas semanas, que são emitidos diariamente pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs), bem como, a ocupação de leitos de Enfermaria e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Os números são divulgados no site https://www.saude.al.gov.br/covid-19/, assegurando total transparência sobre os dados relacionados à Covid-19 em Alagoas.

Cobertura vacinal

No tocante à cobertura vacinal contra a Covid-19 em Alagoas, o grupo técnico também apresentou preocupação. Isso porque, 72,7% da população está vacinada com a primeira e segunda doses, 44,8% com a primeira dose de reforço e apenas 26,2% com a segunda dose de reforço. Por isso, a necessidade de que todo alagoano que seja contemplado como grupo prioritário para a imunização possa completar o esquema vacinal.

Conforme o último Boletim Diário da Taxa de Ocupação de Leitos, divulgado pela Central Estadual de Regulação de Leitos, dos 134 leitos exclusivos para a internação de pacientes com a Covid-19, 16 estão ocupados, o que representa uma taxa de 12%. Quanto aos leitos de UTI, a taxa de ocupação corresponde a 18%, uma vez que, dos 33 disponíveis, seis estão preenchidos, representando que a situação está dentro da normalidade.

Ruana Padilha / Ascom Sesau / Agência Alagoas. Imagem: Carla Cleto / Ascom Sesau.