Os medalhistas do Brasil na Paralimpíada de Tóquio

Gabriel Araújo conquista a medalha de ouro nos 200m livre na natação em Tóquio neste domingo, 29 de agosto.LISI NIESNER / Reuters

O Brasil já soma 30 medalhas nos Jogos Paralímpicos Tóquio 2020. Foram quatro medalhas de ouro somente neste domingo, 29 de agosto, sendo três delas conquistadas por mulheres, dois deles em modalidades nas quais as atletas brasileiras nunca tinham sido campeões: o halterofilismo e o judô. Assim, o país já conta com 10 ouros, além de cinco medalhas de prata e 15 bronzes. Já garantiram pódios ao Brasil os esportistas paralímpicos que competem em modalidades diversas do atletismo, natação, tênis de mesa, esgrima, hipismo, judô, remo e halterofilismo.

A meta do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) é manter o Brasil entre os 10 países com mais medalhas pela quarta edição consecutiva das Paralimpíadas. Nesta domingo, a delegação brasileira garantiu ao país a sexta colocação no quadro geral de medalhas, atualizado diariamente. Com 10 ouros, o Brasil se aproxima cada vez mais do objetivo de chegar à 100ª medalha de ouro da história das competições ―até agora foram 97 ouros para atletas brasileiros desde a estreia do país nas Paralimpíadas, em 1972 (a competição foi criada em 1960).

Veja o quadro de medalhas dos Jogos Paralímpicos de Tóquio e a classificação por países.

Conheça alguns* dos medalhistas brasileiros paralímpicos da Tóquio 2020

Natação

A natação (juntamente com o atletismo) é uma das modalidades em que os esportistas brasileiros despontam entre os favoritos em várias classes. Pela regra do Comitê Paralímpico Internacional, a natação paralímpica tem 14 categorias funcionais para abranger todas as PcDs (pessoas com deficiência). Atletas com deficiências motoras competem nas categorias S1 a S10; deficiências visuais estão contempladas nas categorias S11 a S13; e esportistas com deficiência intelectual ficam na S14. Conheça os nadadores brasileiros que garantiram medalha nos Jogos Paralímpicos Tóquio 2020.

Gabriel Bandeira celebra o ouro nos 100m borboleta classe S14.MOLLY DARLINGTON / Reuters

Gabriel Bandeira, ouro nos 100m borboleta e prata nos 200m livre da classe S14. – Aos 21 anos, o paulista garantiu ao Brasil o primeiro ouro na Paralimpíada de Tóquio em sua estreia. O nadador foi o primeiro colocado nos 100m borboleta da classe S14 (categoria que estreou nesta edição) e ainda marcou um novo recorde, ao concluir a prova aos 54s76. “Minha vida na natação paralímpica só está começando. Isso é só o começo”, previu Bandeira em entrevista à SporTV após o ouro. E estava certo: dois dias depois, levou a prata nos 200m livre da mesma categoria, com 1min52s74. No sábado, conquistou sua terceira medalha, um bronze, com a equipe de revezamento 4 x 100 m livre misto S14 da natação.

Wendell Belarmino levou o ouro nos 50m livre para deficientes visuais.MARKO DJURICA / Reuters

Wendell Belarmino, medalha de ouro nos 50m livre da classe S11 – O brasiliense de 23 anos chegou aos Jogos de Tóquio dizendo que queria “se divertir e chegar ao pódio”, e acabou levando a segunda medalha de ouro da natação em sua primeira final paralímpica da vida. Wendell Belarmino marcou 26s03 nos 50m livre para deficientes visuais da classe S11, deixando para trás o chinês Dongdong Hua (26s18) e o lituano Edgaras Matakas (26s38).

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Texto: Diogo Magri, Marina Novaes / El País. Imagem: Lisi Niesner Imagem: Reuters.