Na fase laranja, interior de AL deve cumprir regras e medidas de prevenção; confira aqui

População, gestores públicos e segmentos econômicos têm responsabilidade compartilhada com a evolução da pandemia. Imagem: Felipe Brasil

Presidente da AMA alerta que é preciso cautela por parte da população, municípios e comércio na mudança de fases; veja as normas para cada setor

Os municípios alagoanos que se encontravam na fase vermelha e em isolamento social devido à pandemia do novo coronavírus passam, a partir desta quarta-feira (29), à fase laranja do Distanciamento Social Controlado, conforme decreto publicado no Diário Oficial ontem (28). A fase laranja autoriza o funcionamento de mais atividades econômicas consideradas não essenciais, com capacidade reduzida, como salões de beleza, barbearias e lojas ou estabelecimentos de rua com menos de 400m2. No entanto, é importante que a população e os empresários estejam atentos às medidas obrigatórias para evitar um novo crescimento do contágio pelo novo coronavírus em Alagoas.

Os comerciantes e demais prestadores de serviço devem cumprir as exigências do Protocolo Sanitário e de Distanciamento Social Controlado, que podem ser encontradas aqui. Para a população em geral: aglomerações continuam proibidas e o uso de máscara permanece sendo obrigatório por todos os cidadãos que tiverem que sair de casa para cumprir necessidades primárias. Os olhos, boca e nariz são portas de entrada e de saída da contaminação e, por isso, deve-se evitar tocar a máscara pelo lado externo.

Outra recomendação, considerada igualmente importante pelos infectologistas, é ter consigo uma máscara reserva e realizar a troca a cada duas horas, lembrando sempre de lavar com água e sabão após o uso. É necessário ter em mente que vesti-la não significa um “passe livre” para descumprir as medidas de distanciamento social.

A prefeita do município de Campo Alegre e presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Pauline Pereira, alerta que é necessário ter cautela por parte da população, dos municípios e do comércio em relação à mudança de fases.

“A capital passou há duas semanas da fase laranja para a amarela e é visível que o comportamento inadequado da população pode acarretar num reflexo negativo, tendo em vista que ainda estamos em medida de contenção de exposição e aglomeração. Como exemplo disso, eu cito o registro da própria Maceió, que num único dia teve a marca de 20 mil pessoas circulando e o alto número de banhistas na orla no último domingo”, disse.

“Precisamos chamar a atenção de toda a população, inclusive do comércio, pois trata-se de uma responsabilidade compartilhada. Eu acredito que seja unânime que não queremos mais voltar para a fase vermelha, mas é preciso que cada um faça a sua parte, pois somos todos responsáveis pelas mudanças de fase”, completou a presidente da AMA.

Pauline Pereira ressaltou a importância do diálogo com o governador Renan Filho desde o começo da pandemia, assim como os investimentos em saúde, como o aumento de leitos clínicos e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por todo o estado, possibilitando que os municípios que ainda se encontravam na fase vermelha passassem, agora, para a fase laranja.

“Foi muito importante o governador, antes do decreto, explicar e escutar os prefeitos, esclarecer todas as nossas dúvidas por região e por situação. Foi verdadeiramente importante essa divisão de responsabilidades. O investimento do Governo em saúde foi muito grande e o Estado conseguiu montar uma rede de assistência com muito esforço e trabalho, como foi acompanhado por todos. Não queremos ver a população voltar a adoecer e, por isso, precisamos da colaboração tanto da população, quanto dos municípios, dos gestores e do setor econômico. Essa colaboração precisa ser compartilhada e fiscalizada por todos para assim poder, gradativamente, fazer tudo voltar de forma ordenada”, concluiu.

Evolução da pandemia

De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Alagoas apresentou redução em todos os indicadores da Matriz de Risco na semana epidemiológica 30, sobretudo na ocupação de leitos com respiradores, com uma média de 55,1%; na taxa de ocupação de leitos gerais, com 34,8%; e nos óbitos, com redução de cerca de 44% em relação à semana epidemiológica anterior, passando de 95 para 53 mortes registradas por Covid-19 no estado.

Texto: Manuela Mattos / Agência Alagoas. Imagem: Felipe Brasil.