Covid-19 Últimas notícias da pandemia

Entidades esportivas canadenses anunciam que não enviarão atletas a Tóquio se organizadores mantiverem data original do evento. Alemanha registra 22.672 casos, segundo Instituto Robert Koch. 

  • Mortes pelo coronavírus no mundo passam de 14 mil; casos somam mais de 339 mil; mais de 98 mil se recuperaram
  • Brasil tem, segundo Ministério da Saúde, 1.546 casos confirmados e 25 mortes
  • Canadá cancela participação na Olimpíada de Tóquio
  • Alemanha registra 22.672 casos

07:30 – Bolsonaro autoriza suspensão de contratos trabalhistas por 4 meses

O presidente Jair Bolsonaro editou uma medida provisória permitindo a suspensão de contratos de trabalho por até quatro meses durante o período de calamidade pública, decretado em razão da pandemia de coronavírus.

Segundo o texto, o empregado deixa de trabalhar, e o empregador não paga salário. A empresa fica obrigada a oferecer curso de qualificação online aos funcionários e manter benefícios, como plano de saúde.

A medida foi publicada na noite de domingo, em edição extra do Diário Oficial, e passa a vigorar imediatamente. Ela prevê que a negociação individual entre patrões e empregados fique acima de acordos coletivos e da lei trabalhista, desde que sejam preservados os direitos previstos na Constituição.

Mapa: JHU

06:50 – Harvey Weinstein diagnosticado com coronavírus, diz mídia

O ex-produtor de cinema Harvey Weinstein, de 68 anos, foi diagnosticado com covid-19. Condenado a 23 anos de prisão por estupro e abuso sexual, ele foi testado dentro de um presídio de segurança máxima no estado de Nova York, nos EUA. A informação foi divulgada pelo jornal The Niagara Gazette e pelo portal TMZ. O porta-voz de Weinstein e as autoridades responsáveis pelo sistema penitenciário local se recusaram a confirmar a notícia. Segundo o TMZ, Weinstein é um dos dois presidiários da unidade a testarem positivo para o novo coronavírus.

05:43 – Número de casos aumenta na Alemanha

O Instituto Robert Koch (RKI), em Berlim, informou que o número de pessoas infectadas com o coronavírus na Alemanha aumentou nesta segunda-feira para 22.672 – salto de 4.062 em relação ao dia anterior. Já a Universidade Johns Hopkins (JHU), com sede na cidade americana de Baltimore, registrou 24.873 pessoas infectadas no país. O RKI, que só leva em conta os números transmitidos eletronicamente dos estados federais e atualiza sua lista uma vez por dia, registrou 86 mortes até agora, enquanto o JHU, 94.

No entanto, o RKI ressaltou que nesta segunda-feira que nem todos os órgãos transmitiram seus dados durante o fim de semana, o que faz com que o crescimento no número de casos não corresponda a um aumento real de infecções.

Weinstein cumpre pena de 23 anos de prisão por estupro e abuso sexual

07:30 – Coreia do Sul confirma tendência de desaceleração de contágios

As autoridades sanitárias da Coreia do Sul registraram no país o menor número de novos casos de coronavírus desde que as taxas de infecção atingiram o pico há quatro semanas, alimentando a esperança de que a disseminação da enfermidade esteja perdendo força na região.

O país anunciou nesta segunda-feira ter registrado 64 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total para 8.961, com 111 mortes. Os novos dados confirmam a tendência de queda das taxas de infecções, marcando o 12° dia seguido em que o país divulga cifra de novos contágios em torno ou abaixo de 100.

08:25 – Hong Kong proíbe entrada de turistas

Hong Kong anunciou que proibirá todas as chegadas de turistas a partir de quarta-feira, após um aumento nos casos importados do vírus. O centro financeiro global confirmou 318 casos de coronavírus e quatro mortes.

Enquanto isso, Taiwan anunciou 26 novos casos nesta segunda-feira, elevando o número total de infecções registradas para 195. Todos, exceto um dos casos, foram importados por pessoas que chegaram ao país dos Estados Unidos, Espanha, Holanda, França, Suíça e Reino Unido, de acordo com uma declaração do governo.

03:15 – Canadá cancela participação na Olimpíada

O Comitê Olímpico do Canadá (COC) e o Comitê Paraolímpico do Canadá (CPC) anunciaram que não enviará atletas para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio por causa da pandemia de coronavírus, caso o Comitê Olímpico Internacional (COI) e o governo do Japão mantenham o evento na data originalmente programada (24 de julho a 9 de agosto). “Não se trata apenas da saúde dos atletas, mas da saúde da humanidade”, afirmaram as instituições, em nota.

À sombra da covid-19 e dos riscos associados a ela, é inadequado para nossos atletas, a saúde e a segurança de suas famílias e todos os canadenses se prepararem para esta Olimpíada”. O NOK australiano já pediu que seus atletas se preparassem para as Olimpíadas em 2021.

Com a pandemia, crescem os apelos de organizações esportivas para que a Olimpíada de Tóquio deste ano seja adiada. Entre os órgãos que já pediram o adiamento do evento estão a federação de atletismo dos Estados Unidos USA Track and Field, a federação de natação dos EUA, a Federação Francesa de Natação e o Comitê Olímpico do Brasil (COB).

02:43 – Japão descarta cancelamento dos Jogos Olímpicos

Os organizadores dos Jogos Olímpicos de Tóquio descartam o cancelamento do evento. No entanto, um adiamento é um dos cenários a serem considerados, segundo Yoshiro Mori, presidente do Comitê Organizador dos Jogos de Tóquio.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, mostrou-se aberto a discutir o adiamento do eventos Jogos Olímpicos de Tóquio, em linha com o anúncio feito horas antes pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

“Se é muito difícil avançar com a organização dos Jogos de forma abrangente, como planejado, para dar prioridade ao bem-estar dos atletas seria inevitável debater a decisão de adiar as datas”, disse o premiê, em discurso em uma sessão do Parlamento.

Abe referiu-se assim ao anúncio feito no domingo pelo COI de se dar um prazo de quatro semanas para decidir se poderá ou não cumprir as datas previstas para realizar o megaevento esportivo e, se não for possível, definir quando ele poderá ser realizado, tendo em conta o agravamento da crise global de saúde causada pelo vírus.

0:19 – Montadoras interrompem produção na Índia

Várias empresas automotivas interrompem sua produção na Índia. Além da maior fabricante de automóveis do país, Maruti Suzuki Índia, Mercedes-Benz, Fiat Chrysler, Hyundai Motor e Mahindra & Mahindra também fecharão suas fábricas na região norte de Haryana e no oeste de Maharashtra até o final de março. A Fiat anunciou que não cortaria empregos e continuaria pagando os salários de todos os funcionários. A Volkswagen também interrompeu no domingo a produção em sua planta de Pune em Maharashtra.

Texto: Deutsche Welle.