Merkel visita Auschwitz pela primeira vez como chefe de governo da Alemanha

Merkel depositou uma coroa de flores no chamado Muro da Morte

“Recordar os crimes, nomear seus autores e homenagear dignamente as vítimas é uma responsabilidade que não acaba nunca”, diz chanceler federal alemã em visita histórica.

Ao visitar pela primeira vez nesta sexta-feira (06/12) o antigo campo de concentração e extermínio nazista de Auschwitz-Birkenau, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, disse ser preciso combater com determinação o antissemitismo. 

“Não toleramos antissemitismo algum. Todas as pessoas na Alemanha e na Europa têm que se sentir seguras e em casa”, afirmou. Ela frisou que há um aumento preocupante de agressões antissemitas e racistas no país e ressaltou que a Alemanha carrega especial responsabilidade neste assunto.

Em companhia do primeiro-ministro polonês, Mateusz Morawiecki, Merkel depositou uma coroa de flores no chamado Muro da Morte, local da execução de milhares de pessoas – sobretudo prisioneiros políticos poloneses. A chanceler visitou em seguida o antigo campo de extermínio de Birkenau.

“Auschwitz foi um campo de extermínio alemão, administrado por alemães”, sublinhou a chanceler, em referência indireta à crítica do governo da Polônia de que alguns insistem em falar em “campos poloneses”.

“É importante nomear claramente os criminosos. Nós, alemães, devemos isso às vítimas e a nós mesmos”, afirmou, assegurando que essa responsabilidade “será sempre parte da identidade da Alemanha e nunca deixará de existir”, embora “alguns tentem relativizar ou relativizar a história”.

Merkel visita o memorial a convite da Fundação Auschwitz-Birkenau, que comemora seu décimo aniversário. A chanceler anunciou a doação de 60 milhões de euros à instituição, verba a ser usada pelo fundo que financia as obras de conservação do memorial.

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Texto: DW, Alemanha.